domingo, 12 de dezembro de 2021

POESIAS

 




FOTO- Regis Bitencourt

 

GESTAÇÃO NA ALMA

 

Não importando a via

Veio, ele, como um poema

Trazendo sério dilema

Em forma de melodia

 

Meu Deus que dia!

Ao tocar a sua mão,

Era  pura poesia

 

Uma doce Canção

E minha alma se preenchia

Enchia-se de  alegria

Enchia-se de  emoção

 

 

Pois, quem diria

Que ela abrigaria

Meu filho do coração

 






MONIQUE (Sua chegada)

Você chegou

Como um dia lindo que amanheceu

Flores se abrindo ao lado meu

E colorindo meu coração

Meu coração, se iluminou

Meu coração, se transformou

 

Passaram os dias

E mais um dia

E você cresceu

E como as flores desabrochou

E como um dia se iluminou.

E o mundo então

Se transformou

E o mundo então

Assim cantou

Que bom que bom

Você chegou.

 

MEU PEQUENO BUDA

Tão lindo e tão pequeno

Com os olhos meio se abrindo

De tão calmos e tão serenos

Bem aos poucos iam sorrindo

 

Na palma firme da mão

Sacudia meu coração

Era enorme a emoção

Sem chance de descrição

 

Para mim um buda nascera

Um ser de iluminação

Como uma canção pioneira

 

Invadiu meu coração

Um mantra de puro amor

De carinho e afeição.


Doce confusão

      (Celso Piarelli)

Meu amor,

Quando a vida  permitiu

Ainda que por um momento

Num típico e turbulento

Impasse tempestuoso

Que eu, sem pensar,

Te amasse,  

E, sem saber, rimasse

Amor com embarace

Produzindo algo novo

 

E mesmo constatando

Que tudo fora um engano,

E que te traria dano

Por má interpretação,

Não posso não  te dizer

Que poder amar você

Foi pra mim a melhor parte

A mais linda, pode crer

E que de novo eu faria

Novamente por você

 

Em meio a confusão

A parte do amar, efêmera

Surge linda e valorosa

Como flor que cheira a rosa

Ou rima de alma prosa

Que assim como você

Surge livre e valorosa

Pele macia e cheirosa

Tão linda  

E tão teimosa...

 

Obrigado, então, meu amor

Pois que eu Jamais diria não

A esta  doce expressão

Vinda das profundezas

Como força da natureza

Trazendo tamanha beleza

Com jeito de realeza

Do fundo, profundo

mais fundo

 Do fundo do meu coração.

                                                 ( @patrimonioeliteraturagaropaba)


Lutar pra quê

Bravura, pra quê?

Coragem pra quê?

Que alimento elas nos trazem?

A não ser manter a ilusão

Em forma de crença

Ou precisão

Na mente de quem anda

E  segue em sua viagem.

Lutar, pra quê ?

Vencer, pra quê?

Que alimento eles nos trazem?

A não ser nos fazer crer

Que lutadores e vencedores

Só eles podem ter

Ignorando o simples  valor

De  viver e apenas ser.

Pois, quem é faz

Não precisa vencer

Não precisa lutar

Nem tampouco temer

Pois, ao seu fazer

Precede o ser

E o ser descarta o querer

Pois querer é não ter, nem ser.

Então bravura, pra quê?

Coragem, pra quê?

Lutar, pra quê?

Vencer pra quê?

Se há tanto valor

Presente, de fato,

No simples ato

De realmente ser.



Sonhar, a corrente mais poderosa a te aprisionar

Só há dois estados.

Ou se está dormindo,

Ou então acordado.

Não se fala aqui

Do dormir quando o corpo descansa

Ou acordado se o corpo balança

Aqui o tema é outro

Fala-se de consciência

De presença ou ausência

Para quem dorme, ausência

Para o desperto, presença.

Então! Pensando em compreensão ..

Imaginando dois motoqueiros

O primeiro,

Em pleno Trânsito  caótico...

Seguindo como um guerreiro

Pelas brechas se esgueirando

Num grande desafio ótico

Entre os carros e outras motos,

Certamente, consciente

Do lugar aonde está,

Assim como, de onde veio

E aonde quer chegar

 

E, tendo isto como certo

Só lhe resta estar atento

E seguir o seu trajeto,

Pronto para evitar

Que mesmo o menor vento

Neste trânsito turbulento,

Venha a   lhe derrubar.

Já o segundo motoqueiro

Numa igual jornada

Mas sem saber de nada

Onde está ou

De onde vem 

Nem tampouco, também

Aonde tem que chegar.

Este segue sem consciência

Como fazem os que estão dormindo

Sempre buscando o que é bom

 E fugindo do ruim

Numa pobre ilusão

De que vive um devir

Onde parece nunca voltar

Acreditando apenas ir

Mas sempre em busca do bom

Para do ruim fugir.

Assim, então, o que dorme não percebe

Que  o bom, ao ruim, precede.

De forma contínua e marcante

Num  ato tão delirante

Num intrigante sonhar eterno

Impregnado de início e fim

E da forte presença do quero

 

Portanto, acordar ou ficar desperto

É saber onde se está,

De onde vem e para onde ir

Não apenas saber, que existe algo bom

Ou, ainda, ao contrário, algo, assim tão ruim

Para então se decidir.

Quando ficar ou partir

 

Pois é este o estado típico

Daquele que sempre sonha

Com aquilo que não tem

E produzindo barganha

Sem se dar conta, porém

De que quando já tem

Aí não se sente bem,

Pois como um bom  sonhador

Está sempre insatisfeito

E portanto para ele

Estar bem é um defeito

E sonhar é acreditar,

Que há sempre a possibilidade

De  encontrar um  lugar

Para onde se deve ir

Ou, mesmo, se deve estar.


segunda-feira, 15 de novembro de 2021




"Monique" (Piarelli) - "Se ... fosse Minha" (Mário Lago/Roberto Martins) e Três Apitos ( Noel Rosa).




"Garota de Ipanema" é uma canção brasileira de bossa nova e MPB. Foi composta por Antônio Carlos Jobim e letrada por Vinicius de Moraes em 1962.





Falando de amor Tom Jobim








Lembranças do que eu ouvia quando criança: Caymmi.





Sempre achei normal e desafiador memorizar músicas, suas letras...Isto me permitiu sempre, poder saboreá-las, bebendo assim, mesmo que precariamente, do universo musical que até mim chegava. Memória para mim sempre foi um desafio prazeroso e, isto me permitiu aprender coisas que se agregavam aos elementos memorizados, como: "Meus Oito Anos" (Casimiro de Abreu), A vida é um combate que os fracos abate....(Tamoios - Gonçalves dias..). Degustava isto morando no subúrbio de Nova Iguaçú, RJ. É triste notar que havia mais aprendizado naquela época do que hj. Falo do aprendizado mais profundo, pois hoje, predomina o superficial. aqueles que não necessitam de memória e nem de longo tempo de concentração, onde quantidade e efemeridade variam diretamente proporcional. Notando que quanto mais efêmero, mais rápido se perde. Se vai quando ainda na memória de trabalho (a mais volátil, de curto prazo) Isto é digno de resgate, a valorização dos desafios para o uso e exercício da memória nas escolas...








 









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