GESTAÇÃO NA ALMA
Não importando a via
Veio, ele, como um poema
Trazendo sério dilema
Em forma de melodia
Meu Deus que dia!
Ao tocar a sua mão,
Era pura poesia
Uma doce Canção
E minha alma se preenchia
Enchia-se de alegria
Enchia-se de emoção
Pois, quem diria
Que ela abrigaria
Meu filho do coração
MONIQUE (Sua chegada)
Você chegou
Como um dia lindo que amanheceu
Flores se abrindo ao lado meu
E colorindo meu coração
Meu coração, se iluminou
Meu coração, se transformou
Passaram os dias
E mais um dia
E você cresceu
E como as flores desabrochou
E como um dia se iluminou.
E o mundo então
Se transformou
E o mundo então
Assim cantou
Que bom que bom
Você chegou.
MEU PEQUENO BUDA
Tão lindo e tão pequeno
Com os olhos meio se abrindo
De tão calmos e tão serenos
Bem aos poucos iam sorrindo
Na palma firme da mão
Sacudia meu coração
Era enorme a emoção
Sem chance de descrição
Para mim um buda nascera
Um ser de iluminação
Como uma canção pioneira
Invadiu meu coração
Um mantra de puro amor
De carinho e afeição.
Doce confusão
(Celso Piarelli)
Meu
amor,
Quando
a vida permitiu
Ainda
que por um momento
Num
típico e turbulento
Impasse
tempestuoso
Que
eu, sem pensar,
Te
amasse,
E,
sem saber, rimasse
Amor
com embarace
Produzindo
algo novo
E
mesmo constatando
Que tudo fora um engano,
E
que te traria dano
Por
má interpretação,
Não
posso não te dizer
Que
poder amar você
Foi
pra mim a melhor parte
A
mais linda, pode crer
E
que de novo eu faria
Novamente
por você
Em
meio a confusão
A
parte do amar, efêmera
Surge
linda e valorosa
Como
flor que cheira a rosa
Ou
rima de alma prosa
Que
assim como você
Surge
livre e valorosa
Pele
macia e cheirosa
Tão
linda
E
tão teimosa...
Obrigado,
então, meu amor
Pois
que eu Jamais diria não
A
esta doce expressão
Vinda
das profundezas
Como
força da natureza
Trazendo
tamanha beleza
Com
jeito de realeza
Do
fundo, profundo
mais
fundo
Do fundo do meu coração.
( @patrimonioeliteraturagaropaba)
Lutar pra quê
Bravura, pra
quê?
Coragem pra
quê?
Que alimento
elas nos trazem?
A não ser
manter a ilusão
Em forma de
crença
Ou precisão
Na mente de
quem anda
E segue em sua viagem.
Lutar, pra
quê ?
Vencer, pra
quê?
Que alimento
eles nos trazem?
A não ser
nos fazer crer
Que
lutadores e vencedores
Só eles
podem ter
Ignorando o
simples valor
De viver e apenas ser.
Pois, quem é
faz
Não precisa
vencer
Não precisa
lutar
Nem tampouco
temer
Pois, ao seu
fazer
Precede o
ser
E o ser
descarta o querer
Pois querer
é não ter, nem ser.
Então
bravura, pra quê?
Coragem, pra
quê?
Lutar, pra
quê?
Vencer pra
quê?
Se há tanto
valor
Presente, de
fato,
No simples
ato
De realmente
ser.
Sonhar, a corrente mais
poderosa a te aprisionar
Só há dois
estados.
Ou se está
dormindo,
Ou então
acordado.
Não se fala
aqui
Do dormir
quando o corpo descansa
Ou acordado
se o corpo balança
Aqui o tema
é outro
Fala-se de
consciência
De presença
ou ausência
Para quem
dorme, ausência
Para o
desperto, presença.
Então!
Pensando em compreensão ..
Imaginando
dois motoqueiros
O primeiro,
Em pleno
Trânsito caótico...
Seguindo
como um guerreiro
Pelas
brechas se esgueirando
Num grande
desafio ótico
Entre os
carros e outras motos,
Certamente,
consciente
Do lugar
aonde está,
Assim como,
de onde veio
E aonde quer
chegar
E, tendo
isto como certo
Só lhe resta
estar atento
E seguir o
seu trajeto,
Pronto para
evitar
Que mesmo o
menor vento
Neste trânsito
turbulento,
Venha a lhe
derrubar.
Já o segundo
motoqueiro
Numa igual
jornada
Mas sem
saber de nada
Onde está ou
De onde
vem
Nem
tampouco, também
Aonde tem
que chegar.
Este segue
sem consciência
Como fazem
os que estão dormindo
Sempre
buscando o que é bom
E fugindo do ruim
Numa pobre
ilusão
De que vive
um devir
Onde parece
nunca voltar
Acreditando
apenas ir
Mas sempre
em busca do bom
Para do ruim
fugir.
Assim,
então, o que dorme não percebe
Que o bom, ao ruim, precede.
De forma
contínua e marcante
Num ato tão delirante
Num
intrigante sonhar eterno
Impregnado
de início e fim
E da forte
presença do quero
Portanto,
acordar ou ficar desperto
É saber onde
se está,
De onde vem
e para onde ir
Não apenas
saber, que existe algo bom
Ou, ainda,
ao contrário, algo, assim tão ruim
Para então
se decidir.
Quando ficar
ou partir
Pois é este
o estado típico
Daquele que
sempre sonha
Com aquilo
que não tem
E produzindo
barganha
Sem se dar
conta, porém
De que
quando já tem
Aí não se
sente bem,
Pois como um
bom sonhador
Está sempre
insatisfeito
E portanto
para ele
Estar bem é
um defeito
E sonhar é
acreditar,
Que há
sempre a possibilidade
De encontrar um
lugar
Para onde se
deve ir
Ou, mesmo,
se deve estar.
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